Arquivo da Categoria ‘comunicação’

O marketing morreu?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Marketing como conhecemos está morto. Pelo menos é o que afirma Kevin Roberts, CEO Global da agência de publicidade Saatchi&Saatchi. O autor do best-seller Lovemarks, no entanto, reconhece que o Marketing de Massa ainda sobrevive. O problema é que ele vive em um ambiente que não existe mais. É o que Roberts chama de “Vuca”, um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo. E vai além: não é um mundo para estratégias tradicionais. O publicitário propõe ainda a retirada da missão e da visão da parede das empresas. No lugar, elas precisam ter um sonho que engaje as pessoas.

Nem tudo isso chega a ser tão subversivo para Kevin Roberts. Afinal, quando foi CEO da Pepsi no Canadá, ele simplesmente metralhou – literalmente – uma vending machine da Coca-Cola ao final de uma convenção de vendas onde o foco era a concorrência com a marca mais valiosa do mundo. Agora, o publicitário inspira os profissionais de Marketing a saírem de seus escritórios, deixarem de ver e-mails, de ler pesquisas e passarem a conhecer os sentimentos de seus consumidores para transformar suas marcas em “Lovemarks”, ou marcas amadas.

Para isso, o Departamento de Marketing deve se transformar em um o Departamento de Movimento. Um movimento para a marca. “Tem que fazer com que as pessoas se mexam pelo raciocínio emocional”, afirma Kevin Roberts, durante seminário realizado pela HSM, ontem, em São Paulo. “O que importa é como as pessoas se sentem. É o sentimento que move as pessoas”, aponta.

Emoção = Ação = Envolvimento
A empresa que focar no sentimento do consumidor poderá ter vantagem. “Os seus concorrentes estão pensando com a cabeça. Siga a intuição. Pense e ouça com o coração”, recomenda. “O Marketing não é mais movido por mídia, de um para muitos, mas de muitos para muitos. Distração não funciona mais. As pessoas querem interação”, salienta. Mas como colocar a marca no coração do consumidor?

A Ikea respondeu colocando sofás no metrô na Europa e a Netflix fez o que Roberts chama de surpreender com o óbvio: ao invés do cliente ir buscar o filme na locadora, a locadora entrega em sua casa. “Perdemos muito tempo fazendo coisas burocráticas e não assumimos riscos. O orçamento não deixa você alçar novos voos porque está preso aos números do ano passado”, ressalta.

Consequência do Marketing, as marcas também estão mortas na opinião de Roberts. “As marcas estão mortas porque se comoditizaram. Elas morreram porque fazem as mesmas coisas”, explica. “Abram mão de controlar a marca. Uma lovemark não é da empresa. É do consumidor”. A mudança também deve acontecer na mensuração dos resultados. Neste caso, sai de cena o Retorno sobre o Investimento e entra o Retorno sobre o Envolvimento dos Consumidores.

Uma lovemark cria lealdade para além da razão. “Você pode substituir o seu iPod por qualquer outro MP3, mas não quer, quer? Olhe para a embalagem de seu produto e se pergunte se ele é irresistível. O consumidor quer novas soluções e inovações. E isso não se torna real por meio de estatística, mas por loucos que acreditam nas marcas ao ponto de tatuá-las em seu corpo”, assegura o publicitário.

Por isso, a empresa e a marca devem ter uma inspiração. “As pessoas não querem metas, elas querem trabalhar por um sonho, algo que as mova. Você não vai vencer o concorrente fazendo o Marketing tradicional. É preciso ter ideias loucas. Temos que ter uma cultura que inspire a transformação. Não há limites para o que você pode fazer”, aponta Kevin Roberts.

Fonte: Mundo do Marketing

Mundo digital

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O fundador da Apple, Steve Jobs (que não vai a nenhum evento que não seja da Apple, exceção apenas para o D), abriu o primeiro dia da oitava edição do D: All Things Digital nesta terça-feira (1º). Em uma das entrevistas mais esperadas, Jobs compartilhou sua visão sobre as principais mudanças que o mundo digital está gerando no mundo que vivemos.

Com um conteúdo apresentado por meio de entrevistas do tipo talk show feitas pelos repórteres do WSJ Walt Mossberg e Kara Swisher, Steve resistiu à tentativa dos jornalistas e não revelou os segredos do próximo iPhone. Entre os pontos destacados, Jobs acredita que os computadores (notebooks e desktops) continuarão existindo, mas terão um papel cada vez menor no dia a dia dos consumidores. Além disso, aparelhos como o iPad, estarão mais presentes na vida das pessoas. Sobre a iAd: a plataforma de anúncios da Apple para iPhone/ iPod/ iPad, Jobs revelou ser a grande aposta da Apple e irá revolucionar a maneira das marcas se conectarem a consumidores. A plataforma permitirá que aplicativos continuem a ser utilizados pelos usuários sem custo ou a um custo baixo.

Um dos pontos destacados por Jobs é motivo para a Apple estar à frente: a empresa escolhe em que cavalos apostar, e se mantém fiel a estas escolhas. Em outras palavras: não dá para ser melhor em tudo, mas naquilo que você priorizou tem de ser imbatível. Sobre o futuro das mídias, ele não deseja criar uma nação de blogueiros associado a uma imprensa fraca. Jobs acha que as pessoas estão dispostas a pagar por conteúdo profissional e de qualidade. Mas o sucesso depende de uma política de preços agressiva, que gere lucro no volume. Além disso, depende também de conveniência, entregando o conteúdo aonde e quando o consumidor quiser.

*Marcelo Trípoli, presidente da agência digital iThink, é um dos brasileiros que está acompanhando o evento. Ele colabora com o M&M Online enviando suas impressões e mostrando o que acontece na conferência promovida pelo The Wall Street Journal. Sua cobertura em tempo real está no link: www.ithink.com.br/d8

Fonte: Meio&Mensagem

Futuro Digital

terça-feira, 1 de junho de 2010

Começa hoje, 1º, a oitava edição do “D: All Things Digital”, promovido todo os anos pelo Wall Street Journal. O objetivo é discutir os rumos das mídias digitais e é destinado a um público reservado.

Em formato de entrevista e sem apresentações ‘comerciais’, o “D” – como é  chamado – tem por característica ser um evento menos vendedor e mais preocupado em discutir os impactos da indústria digital na sociedade, na economia e na publicidade.

Foi lá, inclusive, que Steve Jobs e Bill Gates foram sabatinados ao mesmo tempo depois de 14 anos. Para esta edição, os organizadores contarão com a presença de Steve Jobs, da Apple, Steve Ballmer e Ray Ozzie, da Microsoft, Mark Zuckerberg, do Facebook e Alan Mulaly, da Ford, entre outros.

Marcelo Trípoli, presidente da agência digital iThink, será um dos brasileiros a acompanhar o evento e irá colaborar com o M&M Online enviando suas impressões e mostrando o que acontece por lá.

Fonte: Meio e Mensagem

Twitter movimenta mais dados no Brasil

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Segundo dados da StatCounter,  o Twitter é responsável por 56% do tráfego de dados do Brasil em mídias sociais. O Facebook fica com 20% e o Youtube 16%. A pesquisa demonstra que o Twitter conquistou os internautas brasileiros, e depois do anúncio de um modelo de publicidade, deve ganhar mais notoriedade.

O Orkut ante super popular no país,  não ficou nem no pódio, como mostra pesquisa. Desde janeiro, a rede social caiu de 37% para apenas 1,66% do volume nacional de tráfego de dados. O Youtube Também apresentou queda. Em setembro, o site de vídeos registrou 30% do tráfego e detinha a segunda colocação. Mas, a partir daí, começou a cair e perdeu sua posição para o Facebook.

A utilização das redes sociais está mudando no país. Algumas das explicações para o crescimento da popularidade do Twitter é que ele conta com ampla divulgação da mídia e proporciona interação com personalidades. Além disso, existem aplicativos de outros sites para acessar o microblog.  Como o Facebook, que permite postagem de tweets através da rede social.

Fonte: IMasters

Consumidor não lembra de propaganda Online

sexta-feira, 26 de março de 2010

Saiu no M&M online: “Jovens ou adultos, não importa. O que cativa mesmo o consumidor na internet é a oferta de conteúdo relevante”

Segundo levantamento da Millward Brown Brasil, apesar de terem relações fortes com as marcas na internet, os consumidores não se recordam de inserções publicitárias na rede.
A pesquisa foi feita com uma pequena amostragem de público jovem e adulto, e o resultado foi apresentado no dia 22 de março, durante o 4º Congresso Brasileiro de Pesquisa. (ABEP)

O estudo revela que carros, roupas, produtos de tecnologia e restaurantes se saem bem na divulgação online. Já refrigerantes super-mercados e o setor de seguros são os que oferecem menos vantagens, de acordo com os consumidores. O levantamento demonstrou ainda, que a televisão ainda tem um papel importante para o fortalecimento das marcas, um resultado esperado, já que a TV é o meio que recebe mais investimentos publicitários.

Valquíria Garré, da Millward, declarou a M&M que a Coca-Cola é um bom exemplo de empresa que usa tipos diferentes de meios para se relacionar com o consumidor. A Coca Cola usa dos comerciais de televisão, e na internet, disponibiliza entretenimento e benefícios reais aos internautas.

fonte : www.mmonline.com.br

Mudanças na comunicação

segunda-feira, 22 de março de 2010

Não adianta negar. Estamos vivendo uma nova era da comunicação. A concentração de informações é coisa do passado. Ou seja: não basta mais utilizar os meios físicos para divulgar ações em massa.

O jornal, o rádio e a TV não irão desaparecer, óbvio. Mas precisam, desde agora, a aprender a dividir sua importância e seu espaço com as novas mídias. No processo de branding de uma marca, é preciso também pensar nas novas ferramentas de comunicação. Por que não investir em blogs e no Twitter? Saiba: as redes sociais são os meios mais ágeis (e com maior riqueza de conteúdo) para transmitir informações e conhecimentos.

A publicidade, tal qual como ainda a conhecemos, também passa por uma grande transformação. Na propaganda tradicional, é um mesmo espaço para diversas mensagens. Quem garante que a sua será recebida?

É preciso se diferenciar. Entregar, na publicidade e no Press Branding, algum valor para o seu público alvo. E a Internet é um grande local para isso. “A Internet não liga mais computadores – liga pessoas”. Pense nisso.

Para quem ainda não entendeu as mudanças da comunicação, veja o vídeo, “A última agência de propaganda da Terra”, produzido pela escola FITC.

Políticos descobrem o Twitter

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Em 2008, a campanha de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos contou com uma poderosa aliada – a Internet. No Brasil, foi só em meados do ano passado que alguns políticos passaram a usar a rede com mais intensidade. Os candidatos brasileiros parecem, em especial, ter descoberto a força das redes sociais, sobretudo do Twitter.
Fique atento à campanha eleitoral de 2010. A Internet será um complemento às campanhas realizadas na TV e nas rádios. O candidato poderá usar diversas ferramentas da web para falar com os eleitores, completando o horário que ele tem nas emissoras de radiodifusão.
Mas não é só o Twitter que poderá cair no gosto dos políticos brasileiros. Eles poderão explorar diversas plataformas da rede mundial de computadores. A escolha das ferramentas da Internet dependerá do perfil de cada candidato e do que cada agência de comunicação digital será capaz de oferecer ao novo ramo de clientes. Entre as opções estão os hotsites, blogs, perfis em diversas redes sociais, criação de mídias sociais e muitas outras.
Além disso, uso da web nas eleições deste ano tem grandes chances de aproximar os jovens da política. Mas só a Internet não fará milagre. Conquistar o público jovem dependerá muito do perfil e do comportamento de cada candidato. Afinal, nem todo mundo é Obama.
Quem já está no Twitter

Tem bastante político que anda tuitando bastante. Veja alguns:

José Serra, governador de São Paulo (PSDB):  @joseserra_

Roberto Requião, governador do Paraná (PMDB): @requiaopmdb

Beto Richa, Prefeito de Curitiba (PSDB): @BetoRicha

Álvaro Dias, senador (PSDB): @alvarofdias

Cristovam Buarque, senador (PDT) : @Sen_Cristovam

Aloizio Mercadante, senador (PT) : @mercadante

Rhett & Link – Entretenimento da Internet

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A internet é um mundo cheio de gente fazendo “auto-promoção”. As pessoas encontraram na rede uma maneira barata de divulgar trabalhos, idéias, músicas, filmes, etc.  Bandas, artistas, atores, cantores, ou tentativas frustradas de todas as modalidades anteriores, estão presentes na internet e são vistos em todo o mundo.

Mais um exemplo da “self-promotion” na web, é a dupla norte-americana Rhett & Link, que já divulgou mais de 200 vídeos na web e coleciona em torno de 40 milhões de visualizações. Rhett & Link, se autodenominam “Internetainers”, e produzem desde filmes a músicas. Algumas dessas produções foram destaques em canais de televisão e estão disponíveis para visualização e compra no site: http://rhettandlink.com/

Além deste portal, a dupla tem perfis no Twitter, com mais de 10mil seguidores, no Facebook, disponibilizou seus arquivos musicais no iTunes e é claro numa página do YouTube.

Rhett&Link

Um dos últimos vídeos que lançaram foi o “T-shirt War”, um stop-motion divertido e muito bem produzido, feito com centenas de camisetas. O vídeo de pouco mais de três minutos já teve mais de 1 milhão de visualizações. As 222 camisetas que aparecem na produção estão disponíveis para compra no site da dupla.


Você sabe o que é branding?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Branding. O termo não é exatamente novo (vem lá dos anos 1990), mas apenas nos últimos anos passou a integrar o vocabulário de boa parte dos profissionais que trabalham com comunicação. Ainda assim, nem todo mundo sabe o que a expressão significa. E você, sabe o que é branding?

Branding é o termo designado para a construção e gerenciamento de uma marca junto ao mercado. Seu objetivo é fortalecer uma marca perante seu público (seja ele interno ou externo). Trabalha-se, assim, com o conjunto de valores de tal marca, construindo a imagem desejada diante de seu público-alvo.  E se você pensa que são ações de propaganda pura e simples, está enganado. O branding permite ações que envolvem, além de marketing,jornalismo, relações públicas, design, entre outros.

Os resultados são fantásticos. O branding fortalece o valor da marca, aprimora a imagem pessoal ou corporativa e instaura uma comunicação entre a empresa (ou pessoa) e seu público alvo. A marca acaba tendo mais valor que um simples próprio produto vendido. E esta é a tendência de mercado.

No vídeo abaixo, Malu Weber, gerente geral de comunicação do Grupo Votorantim – uma das maiores empresas do ramo cimenteiro – fala um pouco mais sobre branding.