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Internet passa revista e já é terceira mídia no mundo

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Já não é novidade dizer que os investimentos em publicidade na internet seguem crescendo a taxas bem acima da média das outras mídias.

Agora, o Zenith Optimedia apontou que em 2009, pela primeira vez, a mídia online ultrapassou as revistas no ranking, atraindo investimentos de US$ 55 bilhões em todo o mundo. Com isso, a internet já é dona de 12,6% do bolo publicitário no planeta, ficando atrás apenas dos jornais, com 23,1% e da televisão, com 39,4%. As revistas estão agora em quarto lugar, com 10,3%.

A projeção futura aponta ainda que a mídia online deverá se aproximar dos jornais já em 2012, ano no qual deverá atingir o share de 17,1% do bolo, contra 19,4% dos impressos. Naquele ano, a internet deverá atrair investimentos de US$ 83,9 bilhões, contra US$ 95,4 bilhões dos jornais e US$ 199,7 bi da televisão. Esta última mídia continuará mostrando sua força, com participação de 40,6%, que será um pouco superior à atual.

Toada positiva
De resto, a publicidade mundial parece ter voltado aos trilhos. As previsões do Zenith indicam que o mercado como um todo deverá crescer 2,2% em 2010 na comparação com 2009, ano que teve uma queda próxima a 10%. A expectativa é que os investimentos cheguem à casa de US$ 456 bilhões em todo o mundo neste ano e que, para os anos seguintes, o mercado cresça mais 4,1% em 2011 e outros 5,3% em 2012.

No estudo anterior, a Zenith havia apontado uma possibilidade de crescimento mundial de apenas 0,9%, o que marca o segundo relatório consecutivo com revisão para cima, após 18 meses revisando para baixo as expectativas.

Se o estudo for dividido por regiões, a América Latina surge novamente como destaque, já que após um 2009 com um crescimento irrisório de 0,4%, 2010 promete uma alta de 9,3%, o que fará a região movimentar cerca de US$ 33 bilhões, com possibilidade de chegar a US$ 38 bi em 2012.

A região com mais dificuldades ainda será a América do Norte, e a publicidade dos Estados Unidos deverá fechar com receitas abaixo de 2009, cerca de 2% menos. O mercado europeu deverá crescer 0,4%, enquanto a Ásia subirá na casa de 5,9%. Na verdade, se o Japão for retirado da lista asiática, o índice salta para 10%, o que colocaria a região como a melhor de 2010.

Fonte: mmonline

Nike e Tiger Woods

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Quando uma marca é bem construída e bem conceituada no mercado, ela pode se envolver em polêmica? Cada um tem o seu ponto de vista. A Nike, por exemplo, apostou em se envolver na polêmica envolvendo o astro do golfe Tiger Woods.

Para você que não acompanhou toda a história: recentemente, Tiger Woods (o mais rico esportista vivo) declarou à imprensa norte-americana e ao mundo ter traído sua esposa algumas vezes. Resultado: a conservadora sociedade dos Estados Unidos condenou o golfista, que chegou a perder patrocinadores e o prestígio dos fãs.

Mas a Nike perdoou o atleta. Para marcar a volta de Woods aos torneios profissionais, a marca irá veicular um comercial de 30 segundos sobre o jogador de golfe.

A Nike acertou em defender Tiger Woods? Cada um julgue por si. Até porque é preciso ressaltar que o tom do comercial é bem sóbrio. O texto é narrado pelo pai do atleta e questiona se Woods aprendeu algo com todo o acontecimento. Enfim, uma propaganda corajosa, de quem tem uma estratégia de branding que funciona. É o poder da comunicação estratégica.

Mudanças na comunicação

segunda-feira, 22 de março de 2010

Não adianta negar. Estamos vivendo uma nova era da comunicação. A concentração de informações é coisa do passado. Ou seja: não basta mais utilizar os meios físicos para divulgar ações em massa.

O jornal, o rádio e a TV não irão desaparecer, óbvio. Mas precisam, desde agora, a aprender a dividir sua importância e seu espaço com as novas mídias. No processo de branding de uma marca, é preciso também pensar nas novas ferramentas de comunicação. Por que não investir em blogs e no Twitter? Saiba: as redes sociais são os meios mais ágeis (e com maior riqueza de conteúdo) para transmitir informações e conhecimentos.

A publicidade, tal qual como ainda a conhecemos, também passa por uma grande transformação. Na propaganda tradicional, é um mesmo espaço para diversas mensagens. Quem garante que a sua será recebida?

É preciso se diferenciar. Entregar, na publicidade e no Press Branding, algum valor para o seu público alvo. E a Internet é um grande local para isso. “A Internet não liga mais computadores – liga pessoas”. Pense nisso.

Para quem ainda não entendeu as mudanças da comunicação, veja o vídeo, “A última agência de propaganda da Terra”, produzido pela escola FITC.

Você sabe o que é branding?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Branding. O termo não é exatamente novo (vem lá dos anos 1990), mas apenas nos últimos anos passou a integrar o vocabulário de boa parte dos profissionais que trabalham com comunicação. Ainda assim, nem todo mundo sabe o que a expressão significa. E você, sabe o que é branding?

Branding é o termo designado para a construção e gerenciamento de uma marca junto ao mercado. Seu objetivo é fortalecer uma marca perante seu público (seja ele interno ou externo). Trabalha-se, assim, com o conjunto de valores de tal marca, construindo a imagem desejada diante de seu público-alvo.  E se você pensa que são ações de propaganda pura e simples, está enganado. O branding permite ações que envolvem, além de marketing,jornalismo, relações públicas, design, entre outros.

Os resultados são fantásticos. O branding fortalece o valor da marca, aprimora a imagem pessoal ou corporativa e instaura uma comunicação entre a empresa (ou pessoa) e seu público alvo. A marca acaba tendo mais valor que um simples próprio produto vendido. E esta é a tendência de mercado.

No vídeo abaixo, Malu Weber, gerente geral de comunicação do Grupo Votorantim – uma das maiores empresas do ramo cimenteiro – fala um pouco mais sobre branding.

As campanhas de construção de marca e a publicidade

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Está nas rodas de discussão de todos os comunicólogos: como a construção de marca (o famoso Branding), a publicidade e o marketing dividem espaços no processo de crescimento de uma empresa?

A resposta vem aos poucos, no ritmo das transformações. Segundo Marcelo Trevisani, especialista em Branding, estamos no processo de transição da sociedade industrial para a sociedade do conhecimento – e essa é uma sociedade ativa 24 horas por dia, 7 dias por semana e com funções tentaculares: é preciso se preocupar com a criação da marca propriamente dita (design), com a imagem que se almeja alcançar junto ao público, com os atributos com os quais se pode trabalhar para maior destaque contra a concorrência e com estratégias específicas de divulgação ocasional.

Assim, o crescimento da empresa está diretamente ligado às ações em conjunto de diversas áreas da comunicação. Nesse cenário, onde entra o Branding?

O Branding aparece sendo a maior força da comunicação atual, despontando como exigência básica para as empresas que esperam ampliar horizontes de alcance e conquistar uma posição sólida no mercado. Gian Fulgoni, cofundador da comScore, não hesita em afirmar que as campanhas de construção de marca são o futuro da publicidade e que, neste primeiro momento, o processo é mais forte no meio digital. Segundo ele, o mercado já entendeu como conquistar respostas diretas a uma campanha (através de promoções, guerrilha e cliques finais de venda) e agora o diferencial está em trabalhar a construção da marca – o que exige um pouco mais de paciência, já que se trabalha com resultados a longo prazo, mas cujo ROI (retorno sobre investimento) é exponencialmente maior.